Sexta-feira, Outubro 07, 2011
UM NOVO AMOR PARA AMAR
Quarta-feira, Julho 13, 2011
UM CORAÇÃO E MIL INTERROGAÇÕES
Sábado, Abril 30, 2011
PONTO DE EQUILÍBRIO
Você pode seguir a estrada da razão… Você pode seguir a trilha da emoção… Qual ser humano nunca se questionou em qual direção seguir, a qual sentido se apegar para encontrar a felicidade? Cabeça… Coração… Vertentes distintas, pontos de vista tão opostos e ao mesmo tempo, atraentes. De um lado, a cabeça; que se firma na segurança - do outro, o coração; que só se firma na insegurança, na dúvida que traz o suspiro e o faz bater seguidamente em descompasso. Ela, pauta o racional, sempre frio e calculista - ele, pauta o impulso, o calor e a intensidade. Ela, nos dá a sensação de conforto, de estarmos seguindo com garantias a direção certa - ele, nos dá uma gostosa sensação de desconforto e resume sua falta de garantias na única garantia que o importa: O amor.
Razão… Emoção… Dois extremos, dois lados da vida e da balança. Se viver é um aprendizado diário, orquestrar uma harmonia entre o que pensamos e o que sentimos é um mestrado cotidiano.
A vida é feita de múltiplos caminhos. Você pode ser racional, frio e pouco reativo ao que toca o coração - e talvez assim seja feliz ou quem sabe envelheça nos braços do seu travesseiro… Você pode ser emocional e totalmente entregue aos sentimentos - e talvez assim seja feliz ou quem sabe envelheça nos braços do mesmo travesseiro… Não há nenhuma comprovação científica ou testemunho existencial que aponte um caminho correto a seguir. Não há qualquer receita de comportamento que nos forneça garantias de acerto e felicidade. Vale a razão? Vale! Vale a emoção? Vale também! A nossa vida é feita dessa degustação constante e meio louca, desse mix de extremos que vão e vem - e das experiências que nos tornam seres mutantes e mais adiante, evoluídos. Viva! Vida é para viver, para dar a cara, errar e aprender. É melhor ter a mochila pesada, mas recheada de capítulos bons e ruins - do que vazia, se resumindo a areia por medo de se afogar no mar.
Faz um tempo que o equilíbrio tornou-se o meu foco de vida, um caminho que tento seguir a cada amanhecer. Equilíbrio, apenas equilíbrio… Nada de esquerda ou direita. Nada de ficar em cima do muro ou ter um bom senso meramente social. Nada de amar demais, trabalhar demais ou ter razão demais. Na vida profissional e afetiva, aprendi que extremos não são saudáveis, sabe? Que é fundamental conciliar, ser flexível, achar o meio termo e que isso não significa levar uma vida morna. Que por mais gostoso que seja ter o coração apaixonado batendo freneticamente, é melhor ainda senti-lo amando e batendo em paz. Que por mais fundamental que seja um amor para vida toda, nossos amigos e nossa família são simplesmente insubstituíveis. Que por mais seguro ou politicamente correto que seja ser racional, sozinha, a razão nos esfria, nos furta de sentir - e sentir é igualmente essencial e gostoso. Que mora no equilíbrio desse dueto - sentir e pensar - um caminho, uma estrada, uma trilha para a verdadeira felicidade.
Fiquem bem...
Beijos,
Deco.
Quinta-feira, Fevereiro 24, 2011
AO MENOS, SAUDADE!
Quando olho para trás, sempre que olho para trás e me deparo com um tempo que já passou, tudo que sinto se resume em uma dose estúpida de saudade. Saudade da infância, dos tempos de colégio, da turma lá da rua que se divertia sem qualquer tipo de tecnologia. Saudade de ser puro, de escrever cartas e bilhetinhos quando estava apaixonado… Saudade de ficar apaixonado. Saudade das bagunças e das diversas descobertas. Saudade de não ter que pensar em nada tão importante todas as noites antes de dormir. Saudade de sentir sem cálculos, de amar sem medo, de ser gente enfim.
Acredito que vivemos um tempo que não deixará muita saudade para a maioria de nós. Não escuto as pessoas da nossa geração falarem de seus cotidianos com os olhos brilhando, alguém escuta? Não sinto as pessoas felizes e satisfeitas com a vida que levam e aquilo que carregam no bolso e no coração, alguém sente? Sinto que paira no ar uma sensação coletiva de ausência, da falta estúpida de encontros e sentimentos que troque o vazio pela felicidade. Sinto que há uma certa rebeldia e muita insatisfação pelo simples fato de a vida não ser perfeita e completa, de não termos ao alcance de nossas mãos aquilo que supomos merecer. O que escuto e muito de gente de todas as tribos que vocês puderem imaginar é sempre a mesma coisa; Uma lista infinita de reclamações e carências... Que vão do alto preço que pagamos para viver essa vida moderna e fútil, aos inúmeros casos de angústia, baixa estima, depressão e fracassos afetivos. O que escuto, vejo e sinto me faz ter muita saudade do que já passou.
É culpa da mídia, que invade nossas casas diariamente afirmando que a felicidade vem de carona na aquisição de uma TV de LCD? É culpa desse liberalismo afetivo, que nos apresentou um jeito fácil, sem valor e compromisso de beijar na boca e fazer sexo? É culpa da internet, que trocou nossas cartas por emails? É culpa do Orkut, do Msn, do Facebook, que são sucesso no mundo as custas de nossa carência afetiva, de nossos dias urgentes e despidos de tempo para um abraço, um beijo, uma prosa demorada? Talvez… Difícil apontar o culpado para um crime num cenário onde nós mesmos, somos cúmplices interativos de cada um dos suspeitos acima.
Entre tanta modernidade e tanta "evolução" falta mesmo alguma coisa essencial, isso não é nenhuma novidade. Faltam mesmo tantas e tantas coisas, conceitos, sentimentos e valores essenciais para nós e claro, para os nossos pais, que assistem perplexos o existir de um mundo tão artificial, infeliz e diferente daquele que viveram. Falta sim. Falta mesmo. Sinto na pele e acredito que a maior parte de vocês também sintam, não é mesmo? Mas sejamos realistas, aquele tempo não vai voltar. O mundo não tem ré, nós também não. Somos a geração que nasceu inovando, derrubando velhos conceitos e inventando novas maneiras de existir. Isso é irreversível. Portanto, a questão não é aonde chegamos e sim como será daqui pra frente.
O que será de nossos irmãos mais novos? O que será de nossos filhos, sobrinhos e afilhados? Como equilibrar o ontem com o hoje e ser feliz - e amar - e acreditar que a felicidade mora em coisas verdadeiramente simples. Como constituir uma família unida e bonita, se nas famílias atuais impera tanto egoísmo, inveja e interesse material entre gente do mesmo sangue. Como viver um amor verdadeiro nesse cenário de tantas opções e zero sentimento, entrega e ternura. Como construir uma relação a dois entre tanta individualidade e futilidade? Como unir a mulher moderna, que não tolera mais aquele machismo escroto - ao homem moderno, que também não tolera esse feminismo igualmente escroto?
É complicado demais… É contradição demais, As pessoas pagam de modernas, descoladas e felizes, mas no fundo desejam um amor. Dizem com certo ar superior que suas posturas avulsas e frias são a garantia de uma vida feliz, mas se derramam em seus travesseiros angustiadas. Na verdade, a grande maioria das pessoas não deseja um amor.... O que elas desejam é comodidade. Um amor faz de conta para suprir a carência ocasional por não suportarem um domingo sequer em suas próprias companhias. Como pensar em amor entre gente que se esquece que amor é admiração mútua, luta, diálogo e amizade? Como achar uma saída afetiva menos abissal para nós, se desconhecemos que o amor é um sentimento simples e pacífico batendo feliz dentro do peito e que ainda assim, não oferece qualquer garantia?
Sigo sem saber. Seguimos sem saber.
Fiquem bem.
Beijos,
Deco.
Quinta-feira, Novembro 25, 2010
A HORA CERTA… E A TAL PESSOA CERTA
A vida leva e traz… Quem escapa? Entre a juventude e a fase adulta, momento em que passamos a nos interessar de forma mais madura pelo amor e pelas relações afetivas e efetivamente mergulhar no mundo do sentir, começa um vai e vem, um tradicional entra e sai de pessoas em nossas vidas e em nossos corações. Começa também, por conseqüência, um vínculo forte e profundo, um envolvimento imediato de nossas famílias e amigos com essas mesmas pessoas. E então nosso universo particular, nosso próprio mundo, torna-se um espectador afetivo de nós mesmos… Um espectador que logo mais entre nossas idas e vindas, sucessos e insucessos amorosos, vai se preocupar, nos cobrar, questionar e dar conselhos de toda sorte.
Tudo bem? Tudo ótimo! Nada é mais óbvio, natural e comum do que as pessoas que nos amam se preocuparem com a gente, não é mesmo? É normal e igualmente bem intencionado, que pessoas com mais experiência e sabedoria ou que já viveram situações parecidas ao longo da vida, tentem nos orientar, nos confortar e nos mostrar o caminho que entendem ser melhor e mais feliz pra gente num momento de fragilidade. O que não rola de escutar é que aquela pessoa era ótima e que era impossível dar errado. O que incomoda é quando pessoas que meramente cercavam a relação, baseadas em pré-conceitos que existem apenas em suas cabeças, comecem a tentar te obrigar a pensar como elas, a enxergar sua parceira da mesma forma que elas enxergam. Quem está de fora enxerga melhor, mas não vive o que você viveu. O que não desce legal é ouvir de maneira super tendenciosa, que você é um bom partido e não podia (em tom de regra) estar solteiro numa cidade com tantas "mulheres" lindas. O que é difícil escutar e digerir é uma convenção social, um discurso conformista que reza: Na hora certa, aparece a pessoa certa.
Hora certa? Pessoa certa? Historinha… A vida não é exata nem certinha… Hora. Lugar. Momento. Pura bobagem… Ninguém escolhe onde, quando ou como vai conquistar ou ser conquistado por alguém. Ninguém é verdadeiramente certo ou errado pra ninguém. Somos donos de nossos atos, de nossas escolhas e opções, não da bola de cristal. Amor não tem receita de bolo e o conceito de certo e errado é relativo, depende da cabeça, do berço e dos sonhos que temos - e também das sementes que plantamos por onde passamos. Ainda que convenções existam, e insistam, e permaneçam, a verdade absoluta vai seguir livre, limpa e viva na liberdade de cada um de nós.
A verdade? A minha verdade é que não existe hora e tampouco pessoa certa na nossa vida. Existe a nossa interação com a vida que acontece e se edifica diariamente pelos nossos gestos, pensamentos e atitudes. Existe errar e consequentemente aprender, amadurecer, evoluir - e existe a persistência de insistir nos mesmos erros. Existe estar afim - e existe não estar afim. Existe dar certo - e existe não dar certo. Existe querer construir uma relação bacana com uma só pessoa e existe também querer construir toda sorte de relações passageiras com várias pessoas. Existe amar e existe fingir que ama. Existe quem sempre segue a razão, que curte andar com os pés fincados no chão - e existe quem ousa, quem se entrega ao sentir se permitindo voar. Existe a sinceridade e existe o jogo. Existe o bem e existe o mal… Sempre vai existir! Existo eu, existem vocês e em cada existir, existe a nossa liberdade, o nosso conjunto humano - corpo, cabeça e coração - dizendo qual caminho será trilhado. E mora nesse caminho a raiz de nossos frutos, a razão do nosso amor.
Está cada vez mais difícil, mais raro e mais fora de moda? Mentira! Está e sempre estará ao nosso alcance. Depende de foco, maturidade e química. Depende da vontade, sempre opcional, de ser singular ou plural… De trocar o eu, individual e egocêntrico, pelo nosso - e construir.
p.s: Antes que eu me esqueça, Boas Festas e um Feliz 2011! Dificilmente, como a freqüência pequena deixa claro, terei tempo de voltar aqui esse ano. Desejo mesmo, de coração, tudo de melhor para cada pessoa que escreve comigo essa trilha. Valorizo demais esse ir e vir, essa troca, essa entrega recíproca e evidente em cada texto aqui publicado. Vocês são demais!
Fiquem com Deus.
Beijos,
Deco.




